Atualidades em fisioterapia intensiva |
Criação da ASSOCIAÇÃO AMAZONENSE DE FISIOTERAPIA INTENSIVA (ASSAFI).
No dia 06 de Agosto de 2011, na cidade de Manaus, foi criada a Associação Amazonense de Fisioterapia Intensiva (ASSAFI). Diante da necessidade do constante aprimoramento e a busca pela excelência profissional em virtude da complexidade desta nova especialidade da fisioterapia, a presente ASSOCIAÇÃO contou com a presença de 32 associados fundadores, fato inédito na cidade de Manaus e que com certeza reforça a crença máxima de que a “união faz a força” e de que os profissionais de fisioterapia do Amazonas paulatinamente vêm reconhecendo a necessidade de se organizarem e de se mobilizarem em prol da profissão.
A Associação de âmbito regional, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter organizacional, assistencial, técnico, científico-cultural, promocional e educacional, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigirem, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa.
Por preceito fundamental a ASSOCIAÇÃO faz deferência a todos os profissionais intensivistas e àqueles afeitos à terapia intensiva, independente de associações, sociedades entre outros e na verdade nossa missão é justamente agregar e formar parcerias com as entidades ilustres e representantes da fisioterapia intensiva no Brasil.
A todos interessados em filiarem-se e para maiores informações, favor entrar em contato 32382563/ 82477121.
A ASSAFI – ASSOCIAÇÃO AMAZONENSE DE FISIOTERAPIA INTENSIVA tem como objetivo geral reunir todos profissionais e acadêmicos que objetivam praticar ou buscar conhecimento em Fisioterapia Intensiva e contribuir com as sociedades de classe que promovam ou estimulem a boa prática do atendimento na UTI e Emergência, além de divulgar regionalmente a finalidade e a atuação do Fisioterapeuta intensivista voltando-se para sua formação e qualificação.
Princípios:
- Reunir todos profissionais e acadêmicos que objetivam praticar ou buscar conhecimento de Terapia Intensiva;
- Contribuir com as sociedades de classe que promovam ou estimulem a boa prática do atendimento na UTI e Emergência;
- Colaborar na transformação do atendimento do Fisioterapeuta nas Unidades Emergenciais e Intensivas brasileiras, sobretudo na humanização caracterizada na autodeterminação e respeito ao paciente e a esse profissional;
- Aglutinar trabalhos técnicos nas áreas de Fisioterapia intensiva;
Corpo diretivo:
Dr. Daniel Salgado Xavier – Diretor Presidente da ASSAFI
Dr. Átila Rodrigues de Freitas – Vice- Diretor
Dr. William Rafael Malezan - Diretor Científico Geral / Suplentes: Dr. Raphael Alle Marie e Dr. Jonathas G. da Costa
Dr. Nilander Franco dos Santos Júnior – Diretor Administrativo Geral / Suplente: Dr. Marcos Vinícius
Dra. Patrícia N. Rocha – Diretor Secretário Geral / Suplente: Dra. Joane Wanderlei Peres
Dr. Rogério Olmedijo Araújo – Diretor Financeiro Geral
Dra. Bárbara Lira Bahia – Tesoureiro
Dr. Marcos Ramos, Dra. Ana Régia Botelho, Dr. Jameson Solimões e Dra. Rosiane Bentes – Conselho Fiscal.
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A função do fisioterapeuta durante a parada cardiorespiratória
A parada cardiorespiratória pode ser definida como a interrupção súbita da atividade mecânica ventricular, útil e suficiente da respiração. Depois de uma parada cardiorrespiratória a pessoa perde a consciência em cerca de 10 a 15 segundos devido à parada de circulação sanguínea cerebral e após 6 minutos sem oxigênio as células cerebrais passam a morrer.
A parada cardiorespiratória pode ser por assistolia, por fibrilação ventricular, por taquicardia ventricular sem pulso e por atividade elétrica sem pulso. O tratamento emergencial consiste no conjunto de medidas básicas e avançadas para a ressuscitação cardiorrespiratória.
O fisioterapeuta é um dos profissionais de alta relevância na cadeia da sobrevida, onde em casos de emergência como na PCR consegue prestar os cuidados através da assistência ventilatória permitindo a oxigenação e manutenção do fluxo cerebral, junto à equipe multidisciplinar por fisioterapeutas, médicos e enfermeiros.
Durante a parada cardiorrespiratória o fisioterapeuta atua com o objetivo de manter as vias aéreas através da ventilação, que são realizadas com o auxílio do ambú após cada ciclo de massagem cardíaca. Esses ciclos são constituídos de compressões torácicas e ventilações através do ambú que pode estar conectado diretamente na sonda endotraqueal ou em uma máscara conectada ao rosto do paciente.
Nas unidades de terapia intensiva e transporte, o fisioterapeuta apresenta um papel importante referente à manutenção das vias aéreas e assistência ventilatória, através da avaliação, atendimento e monitorização. Os procedimentos invasivos com a intubação endotraqueal e uso de desfibriladores como dispositivos mecânicos, deve ser realizado por fisioterapeutas experientes, na ausência do médico e que possuam formação específica (Suporte avançado em fisioterapia) , o COFFITO reconhecendo esta necessidade, tem formado projeto e representação de afinidade da fisioterapia Intensiva e busca de novas regulamentações.
Referencial Bibliográfico:
-CUMMINS, Richard O. - Suporte Avançado de Vida em Cardiologia - American Heart Association - 1997 e 2002. SAFI - Suporte Avançado em Fisioterapia Intensiva;
-TADINI, Rodrigo - Fisioterapia Intensiva na Parada Cardiorrespiratória, Hospital Santa Cruz, Sao bernardo do Campo, SP;
-REGENGA, Maria M. - Fisioterapia em Cardiologia da UTI à Reabilitação - 1ªed., Sao Paulo, Roca Editora, 2000;
-SHIRLEY de Campos, Primeiros Socorros/Emergência Parada Cardíaca e Respiratória. www.drashirleydecampos.com.br/noticias/4738 . 2003;
-VIEIRA, Silvia Regina Rios e Ari Timerman. Consenso Nacional de Ressucitação Cardiorrespiratória. Arq. Bras. Cardiol. 377, vol. 66, (nº6), 1996.
Resenha produzida por Bárbara Lima - Especializanda em Fisioterapia Intensiva
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A fisioterapia Intensiva baseada em evidências
A fisioterapia tem como uma de suas diretrizes deontológicas a escolha de métodos avaliativos e terapêuticos baseados no que rege a literatura científica atual. Seguindo este raciocínio, a fisioterapia nos serviços de terapia intensiva não deve se pautar no simples empirismo, e sim em condutas cientificamente experimentadas para que a abordagem escolhida seja a que produza melhores resultados e ofereça o menos risco possível de complicações.
O fisioterapeuta tem ganhado cada vez mais espaço nos serviços de terapia intensiva, sendo o seu papel essencial na manutenção e recuperação das funções respiratórias, entre outras. Dado este quadro, é cada vez mais necessária a busca pelo conhecimento nesta área, ainda pouco difundida, buscando assim consolidar este espaço conquistado.
No ramo da pesquisa em terapia intensiva, a fisioterapia tem começado a se desenvolver. Esta área, antes dominada pela medicina, podendo destacar as pesquisas em anestesiologia e fisiologia, agora tem alcançado outras áreas. Desta forma, a fisioterapia sai da condição passiva para produzir conhecimento, participando assim da construção de protocolos de atendimento a pacientes em unidades de terapia intensiva. Deve-se lembrar que a pesquisa tem, também, como utilidade, demosntrar a necessidade e eficiência da fisioterapia, o que certamente dará maior visibilidade a esta ciência e poderá abrir mais espaço para os profissionais da área.
Os esforços para se traçar protocolos adequados podem ser observados quando se pesquisa a literatura atual. Estudos como as revisões de literatura, revisões sistemáticas, e metanálise são instrumentos que podem ser usados para a construção do raciocínio clínico, já que tais modalidades são conclusões sobre vários estudos já realizados, dando maior embasamento à terapia aplicada. Outros tipos de instrumentos que podem ser utilizados com segurança são os documentos que surgem após discussão de cúpulas científicas, os chamados consensos. Um grande exemplo desta modalidade é consenso de ventilação mecânica que, atualmente em sua terceira versão, tem sido utilizada como instrumento de consulta para os profissionais atuantes na área.
Referencial Bibliográfico:
-ARCÊNCIO L. et al - Cuidados pré e pós-operatórios em cirurgia cardiotorácica: uma abordagem fisioterapeutica. Rev. Bras Cir. Cardiovasc 2008; 23(3): 400-410;
-VIEIRA JE, SILVA BAR, GARCIA Jr D. - Padrões de Ventilação em Anestesia. Estudo restrospectivo. Revista Brasileira de Anestegiologia. Vol. 52, nº6, Novembro - Dezembro, 2002;
-GUIZILINI S. et al. Avaliação da Função Pulmonar em Pacientes Submetidos à Cirurgia de Revascularização do Miocárdio com e sem Circulação Extracorpórea. Braz J. Cardiovasc Surg 2005; 20(3): 310-316
-COFFITO. Diretrizes Deontológicas de Fisioterapia e Terapia Ocupacional;
- III Consenso de Ventilação Mecânica.
Resenha produzida por Jonathas Gonçalves da Costa - Especializando em Fisioterapia Intensiva
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Ortostatismo passivo com auxílio da prancha ortostática em paciente oncológico – Estudo de caso.
Bárbara Lira Bahia & Débora Mendonça
Do ponto de vista cinético-funcional, a permanência prolongada no leito traz consigo vários efeitos deletérios para o paciente, tais como: Perda da massa da musculatura esquelética, déficits de equilíbrio e propriocepção, aparecimento de úlceras por pressão, entre outros efeitos adversos associados à síndrome do imobilismo.1
O uso prolongado da ventilação mecânica também proporciona o aparecimento de infecções associadas a ventilação mecânica, fraqueza da musculatura respiratória, o que contribui ainda mais para o aumento do tempo de internação na unidade de terapia intensiva.2
A assistência fisioterapêutica no cuidado do paciente crítico pode auxiliar na identificação precoce de problemas cinético-funcionais, sendo o programa de reabilitação recomendado como prática crucial e segura para recuperação destes pacientes. Para amenizar os efeitos deletérios causados pela síndrome do imobilismo, a mobilização precoce torna-se cada vez mais uma estratégia fisioterapêutica bem aceita e reconhecida como forma de melhorar o status funcional do paciente, proporcionando o retorno ás atividades pré-morbidade.
Na unidade de terapia intensiva a reabilitação precoce consiste em técnicas com a finalidade de melhorar a função respiratória, mobilização passiva e ativa, posicionamento adequado do paciente no leito, implantação e supervisão de ventilação não invasiva (VNI), auxílio da intubação, ajuste da ventilação, supervisão de desmame do ventilador mecânico, aspiração e extubação.
Dentre as práticas recomendadas ao doente crítico, a utilização da prancha ortostática (PO) para promover os benefícios do ortostatismo assistido tem sido sistematicamente recomendada pelas diretrizes de cuidados críticos.5 O uso do ortostatismo passivo pode promover benefícios hemodinâmicos e cardiorrespiratórios, como: o aumento da ventilação, melhora da relação ventilação-perfusão e melhora da função cardiorrespiratória.6 Através do ortostatismo passivo, pode-se obter melhoras do nível de consciência em virtude do estímulo sensorial, neutralizar a postura flexora frequentemente adotada, e ainda, em virtude da descarga de peso bipodal, promover a prevenção de osteoporose por desuso.7
A utilização da prancha ortostática foi efetivada com o paciente E.O.S., internado dia 13 de Maio de 2011, com diagnóstico de Neo de Mediastino com invasão para pulmão direito + PO toracotomia exploradora com biopsia pulmonar + IRpA + PAV. Sob VMI modo PSV Ti 1.04s; I:E 1:1.6; TE 1.52s; Fr total 24 irpm; Vt 555l; Ve 13.22 l/min; P.I. 46; P.S. 14; Peep 5; Sens. 1.0; FiO2 30%; P.B. 5.3; P.M. 11.3; P.P. 19; P.F. 48. SSVV iniciais: FC: 84bpm; PA: 131X65 mmHg; SpO2: 96%.
Inicialmente foi realizada a AP: mv + AHT com creptos em bases. Seguido das manobras de higiene brônquica e da aspiração em TQT. As 8h:45min do dia 11 de Julho de 2011 foi realizado o Ortostatismo com o paciente devidamente preparado, orientado e monitorizado. Realizamos a elevação da maca ortostática de forma gradativa, progredindo de 10° em 10° a cada 1min:30seg. O paciente evoluiu de forma satisfatória, onde a elevação total da maca durou em torno de 15 minutos e seu retorno também foi realizado gradualmente onde o paciente manteve-se com SSVV: FC: 91bpm; SpO2: 96% e PA: 131x65 (87)mmHg.
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 O treinamento muscular ventilatório (TMV) por meio de sobrecarga tem sido descrito na literatura por dois métodos utilizando carga resistida inspiratória e outro utilizando carga limiar inspiratória (Gosselink et al., 1996).Este é obtido por meio de aparelhos dependente de pressão. Que consiste uma câmara onde na extremidade há uma válvula que é mantida fechada pele pressão positiva de uma mola, se for gerada uma pressão negativa com uma pressão negativa maior do que a da mola, há válvula irá se abrir permitindo a passagem do ar. Um aparelho de fluxo- independente , denominado threshold, tem sido utilizado como um dispositivo para treinamento muscular ventilatório (TMV), o threshold é constituído de uma válvula solenóide. Em pacientes traqueostomizados em AVI, com treino de sensibilidade e trishold tiveram um resultado significativo, com aumento de Pimax com realização de 8 sessões, No seu trabalho 40% dos 5 pacientes que já tiveram tido insucesso no desmame, passaram a obter sucesso após receber o treinamento muscular.
Antes de se iniciar o TMV será feita a mensuração das pressões máximas inspiratórias e expiratórias, com uso de um manovacuômetro. O valor normal da PIMAX em um adulto é de -90 a -120cmH2O e da PEMAX é de + 100 a +150cmH2O em ambos os sexos após dos 20 anos de idade, ocorre um decréscimo anual de 0,5cmH2O.
- Fraqueza muscular respiratória: PIMAX= -70 a - 45cmH2O
- Fadiga muscular respiratória: PIMAX= -40 a - 25cmH2O
- Falência muscular respiratória: PIMAX= < 20cmH2O
Durante o TMV inicia-se com uma carga de 40 a 60% da PIMAX se o objetivo for endurance, utilizam-se cargas menores com numero de repetições maiores, e se for ganho de força utiliza-se cargas maiores com repetições menores. O treinamento inclui de duas a três sessões por dia. As sessões podem ser realizadas por series ou por tempo. Utilizando uma porcentagem da PIMAX obtida, sendo que a carga de trabalho será ajustada na mola do threshold e as series devem ser intercaladas com um período de um minuto de descanso no ventilador.
Segundo ALDRICH & UHRLASS (1989) estudaram o TMV em 27 pacientes sob ventilação mecânica, com falência ventilatória que tinham falhado em repetidas tentativas de desmame e, como resultado constataram um aumento da pressão inspiratória máxima (PIMAX) e da capacidade vital (CV), e assim autores concluíram que o TMV podia aumentar a força muscular Ventilatório, permitindo-lhe o desmame da VM. A terapêutica por meio de exercícios proporciona a melhora do volume corrente (VC), da ventilação voluntária máxima (VVM), PIMAX e da pressão expiratória máxima (PEMAX.
Vários estudos têm apontado para resultados satisfatórios em pacientes submetidos a longos períodos de ventilação mecânica, utilizando-se cargas com índice correspondente a 40% da PIMAX. (Bellamare e Grassino, 1982; Jardim, 1989; Tobin, 1988.
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A UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO DA FCECON INOVA COM A UTILIZACAO DA PRANCHA ORTOSTATICA.

A unidade de tratamento intensivo da Fcecon e a pioneira na cidade de Manaus na utilização da prancha ortostática em pacientes internados na UTI. Através de criteriosa avaliação por parte da equipe interdisciplinar de intensivistas da FCECON, os especializandos em fisioterapia intensiva juntamente com o fisioterapeuta Daniel Xavier, funcionário da instituição, adotaram o procedimento ate então inédito na cidade de Manaus.
Alem dos benefícios ventilatorios como alteração da relação V/Q, otimização da ação diafragmática entre outros, o ortostatismo passivo, previne a síndrome do imobilismo e o desenvolvimento de TVP (trombose venosa profunda) tão comum em pacientes oncológicos.
Os pacientes da FCECON seguem recebendo o que há de mais atual e relevante no tratamento prestado a pacientes criticamente enfermos, onde a interação da equipe interdisciplinar, o respeito profissional e a ética são pedras fundamentais na melhora dos pacientes oncologicos.
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